Segunda-feira, 15 de Outubro de 2018

Conselho Nacional de Justiça afasta desembargadora que preside TRE de MS

Publicada em 11/10/18 as 15:39h - 8 visualizações

por G1 Jornal Nacional


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CNJ afasta desembargadora suspeita de beneficiar o filho que tinha sido preso por tráfico  (Foto: G1)

O Conselho Nacional de Justiça afastou a desembargadora do Tribunal de Justiça e presidente do TRE de Mato Grosso do Sul Tânia Garcia Borges. Ela é suspeita de beneficiar o filho que tinha sido preso por tráfico de drogas.

O corregedor nacional de Justiça, ministro Humberto Martins, justificou o pedido de afastamento por tempo indeterminado da desembargadora Tânia Borges, atual presidente do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul.

“Os fatos objetos das imputações acolhidas para instauração do processo administrativo disciplinar são de tal gravidade que lançam fundadas dúvidas quanto a lisura e imparcialidade sobre as decisões em geral por ela proferidas”, disse o ministro.

O CNJ decidiu, por unanimidade, instaurar processo administrativo disciplinar contra a desembargadora. Segundo o CNJ, há indícios de que ela usou influência sobre juízes, o diretor da cadeia e também uma escolta oficial para cumprir um habeas corpus que garantia a remoção do filho dela para uma clínica psiquiátrica. Ele tinha sido preso por tráfico de drogas.

Câmeras de segurança mostraram a própria desembargadora chegando em um carro junto com um delegado da Polícia Civil e um advogado para cumprir a ordem de transferência do filho.

Breno Borges foi preso em março de 2017, transportando 130 quilos de maconha e 200 munições de fuzil. Breno tinha outro mandado de prisão por suspeita de ter colaborado na fuga de um chefe de tráfico.

Desembargadores colegas de Tânia determinaram que Breno poderia ser levado da penitenciária para uma clínica psiquiátrica, mas laudos periciais diziam o contrário.

Tânia Borges ainda é investigada por suspeita de facilitação e venda de sentenças. Como presidente do TRE de Mato Grosso do Sul, a desembargadora participou da organização e coordenação da eleição no primeiro turno no estado. Nesta terça-feira (9), o presidente do Supremo Tribunal Federal e do CNJ, ministro Dias Toffoli, disse que o afastamento dela também é para garantir a isenção no processo eleitoral.




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